terça-feira, 18 de novembro de 2014

Breve História das Relações EUA-Israel

Como os sionistas manipularam e substituíram especialistas no

Departamento de Defesa dos EUA

 [*] Embaixador Andrew I. Killgore, Counterpunch
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu



Alison Weir escreve, no início de seu livro Against Our Better Judgment: The hidden history of how the U.S. was used to create Israel, que, por mais que tantos sejam levados a crer que o apoio dos EUA a Israel seria comandado pelo establishment norte-americano e obraria a favor dos interesses nacionais dos EUA, não há qualquer fato histórico que comprove essa crença.

A realidade é que, durante décadas, praticamente todos os especialistas norte-americanos sempre se opuseram à criação daquele estado; mas foram derrotados e, na sequência, foram substituídos por sionistas nas várias instituições em que trabalhavam, o que prossegue até hoje.

Alison Weir
O sionismo político começou no final dos anos 1800s, como movimento internacional para criar um estado judeu em algum lugar do mundo. Em 1897, o movimento era dirigido pelo jornalista austríaco Theodor Herzl, que organizara o 1º Congresso Mundial Sionista em Basel, Suíça, naquele ano. O sionismo norte-americano começara nos anos 1880s. A Comissão de Delegados dos Israelitas Norte-americanos foi organizada em 1861. Na Guerra Civil norte-americana, o grupo já tinha força suficiente para impedir esforço que a União estava empreendendo, para declarar os EUA nação cristã.

Theodor Herzl
Em 1887, o presidente Grover Cleveland indicou um judeu para o posto de embaixador dos EUA à Turquia, criando o precedente de sempre nomear judeus para aquele posto, ao longo dos 30 anos seguintes. É sinal claro do crescente poder do movimento sionista. Mas em 1912, quando a Sociedade Literária Sionista pediu que o presidente William Taft se manifestasse a favor do sionismo, o Secretário de Estado, Philander Knox, conseguiu fazer abortar o movimento. Knox argumentou que o sionismo “só tinha a ver com interesses de outros países, não com interesses dos EUA”.

E depois de Knox, simplesmente todos os funcionários e representantes do governo dos EUA passaram a se opor a quaisquer esforços para envolver os EUA nos esforços da propaganda sionista, e sempre sob o mesmo argumento: eram esforços que operavam contra os interesses dos EUA. Os sionistas sabiam e até hoje sabem disso; então recorreram, a partir de então, sempre, ao máximo de clandestinidade possível para mascarar seus reais objetivos.

Em 1912, o conhecido advogado norte-americano Louis Brandeis assumiu a presidência da Central Sionista, que se mudara de Berlim, Alemanha, um pouco antes. Brandeis é mais conhecido como juiz da Suprema Corte, mas teve papel sinistro nos altos negócios sionistas. Recrutou jovens advogados, sobretudo de Harvard, para trabalhar a favor da causa sionista. Foi o líder de uma sociedade secreta chamada “Parushim [1] para trabalhar a favor do sionismo, sob uma fachada de irmandade civil. Todos os membros faziam um juramento que, na prática, era como um juramento de sangue, de servir clandestinamente à causa do sionismo.

Donald Neff
Quando Brandeis foi nomeado para a Suprema Corte pelo presidente Woodrow Wilson, oficialmente renunciou a todos os seus clubes e irmandades. Mas foi só encenação. Weir cita o historiador/ jornalista Donald Neff:

Mediante seus lugares-tenentes, ele continuava como o poder por trás do trono. Um daqueles lugares-tenentes foi o altamente respeitado juiz da Suprema Corte Felix Frankfurter, cujas atividades sionistas passaram praticamente sem jamais serem jamais descobertas.

Weir, muito inteligentemente, analisa com brilho a Iª Guerra Mundial e a Declaração de Balfour (a Grã-Bretanha comprometendo-se a apoiar um “lar nacional” para judeus na Palestina). A Declaração foi crítica para o sucesso do sionismo, ocultando, simultaneamente, a promessa de que os sionistas trabalhariam para pressionar os EUA a entrarem na guerra ao lado da Grã-Bretanha. A autora de Against Our Better Judgment escreve que embora o papel dos sionistas para conseguir empurrar os EUA para a guerra tenha sido muito importante, como dizem os sionistas e os britânicos acreditaram, não se sabe exatamente o que os sionistas fizeram.

Chaim Weizmann
Numa das referências que se encontram no livro de Weir, Chaim Weizmann, que adiante seria o primeiro presidente de Israel, reclama, em sua Biografia, do mito criado por britânicos e sionistas, de que ele teria inventado a dinamite, em troca de cuja fórmula teria sido assinada a Declaração de Balfour. Diz ali que não inventou o explosivo. A origem do mito da invenção da dinamite foi tentativa óbvia para encobrir a real razão pela qual aquela Declaração foi assinada, e que claramente só tinha a ver com os EUA serem empurrados para a guerra ao lado dos britânicos, porque, sem essa ajuda, os britânicos perderiam a guerra.

A autora de Against Our Better Judgment cobre também, com excelente cuidado, a Conferência de Paz em Paris, em 1919. A Conferência fervilhava de sionistas trabalhando a favor da criação do estado judeu. O mais importante norte-americano que se opôs a eles naquela ocasião foi o Dr. Howard Bliss, presidente do Colégio Protestante Sírio, que adiante se converteria na Universidade Norte-Americana de Beirute. O presidente Wilson enviara sua Comissão King-Crane, para estudar o que o pessoal do Oriente Médio desejava. Os dois enviados logo descobriram que os árabes estavam monoliticamente na oposição a qualquer ideia de “lar nacional” para os judeus. Já era evidente que os representantes judeus queriam total expulsão dos palestinos, com saque de terras palestinas, e que mobilizariam as forças armadas necessárias para fazer acontecer esse projeto e respectivos planos.

Sionistas, aliados dos nazistas, compunham 
a Polícia Judaica no Gueto de Varsóvia
No livro, Alison Weir documenta fartamente a total falta de ética e moralidade, como se entendem esses conceitos, na ação dos sionistas. Por exemplo, inventaram histórias de terríveis ataques antissemitas na Polônia, para angariar simpatias. Quando o embaixador dos EUA na Polônia relatou que eram histórias falsas, Brandeis e Frankfurter declararam que o embaixador estaria boicotando a missão deles. Frankfurter ameaçou tentar impedir que o embaixador tomasse posse como senador eleito.

Os sionistas mantiveram campanha gigante de Relações Públicas e publicidade, tomando por alvo cada um e goros os setores da sociedade norte-americana, com especial atenção aos cristãos, que pouco conheciam da natureza e dos verdadeiros objetivos do sionismo. Assim os sionistas encenaram a tragédia do “suplício trágico de refugiados tentando fugir dos que os perseguiam, e sem ter casa para onde ir”.

Rabino Elmer Berger
Como diz em suas memórias do rabino antissionista Elmer Berger, houve

(...) campanha total de propaganda, que atingiu praticamente todos e cada um dos pontos de alavancagem política da vida nos EUA.

É importante enfatizar que essencialmente todo o funcionalismo e autoridades do governo dos EUA opunham-se aos sionistas. Evan Wilson, do Serviço Diplomático e cônsul geral dos EUA em Jerusalém opunha-se aos sionistas sob o argumento de que os EUA tinham de pensar, primeiro,  nos interesses do povo dos EUA.

Loy Henderson, diretor do Gabinete de Assuntos do Oriente Próximo e África, escreveu que apoiar a partição da Palestina “teria efeito fortemente adverso para os interesses dos EUA em todo o Oriente Próximo e Médio”. Quando Henderson insistiu em continuar a expor publicamente suas ideias, os sionistas o atacaram viciosamente, chamando-o de “antissemita”, exigindo que pedisse demissão e ameaçando a família de Henderson. O presidente Harry Truman transferiu Henderson para o posto de embaixador dos EUA no Nepal/Índia. É exemplo da realidade do que acontece a funcionários do serviço diplomático, até hoje, que critiquem Israel.

George F. Kennan
Outro que disse palavras de alerta a propósito do sionismo e o efeito danoso que tinha sobre os interesses nacionais dos EUA foi George F. Kennan, quando era diretor de Planejamento de Políticas do Departamento de Estado. Em 1947, escreveu que o plano da partição da Palestina já causara enorme dano aos EUA. O subsecretário de Estado, depois secretário, Dean Acheson, disse que transformar a Palestina em estado judeu poria em risco não só os interesses dos EUA, mas todos os interesses ocidentais no Oriente Próximo.

Judgment é prodigiosamente documentado, com bibliografia de mais de 200 livros e documentos citados. Weir cita duas fontes, uma delas um judeu iraquiano, que escreveu que os sionistas chantageavam-aterrorizavam judeus iraquianos para que pusessem bombas em sinagogas em Bagdá, para conseguir que mais judeus decidissem fugir para Israel, cuja população não estava aumentando. Judeus até mataram judeus para forçar a imigração para Israel.

Em 1948, houve uma batalha entre o Secretário de Estado (general) George Marshall e Clark Clifford, conselheiro político do presidente Harry Truman, em torno do apoio de Truman ao sionismo/Israel. Marshall argumentava a favor dos interesses dos EUA, Clifford pensava na política eleitoral. Marshall deixou de discutir essas diferenças, com Clifford.

Em abril de 1948, pouco antes de o estado de Israel ser criado, terroristas judeus atacaram a vila palestina de Deir Yassin, onde massacraram 175 homens, mulheres e crianças. Os fatos espalharam-se rapidamente pela Palestina, e 750 mil palestinos abandonaram as próprias casas, tornando-se refugiados. Os sionistas haviam previsto esse efeito, que deixou lugar para mais judeus nas cidades vazias com casas e sítios abandonados.

Dorothy Thompson
A crueldade dos sionistas aparece bem clara no destino de Dorothy Thompson, “uma das mais famosas jornalistas do século 20”, segundo a Enciclopaedia Britannica. Mantinha colunas em jornais em todo o país e um programa de rádio com audiência de milhões. Fora casada com um dos mais famosos romancistas dos EUA (Babbitt), Sinclair Lewis.

Thompson, no início, apoiara o sionismo. Mas mudou de posição depois de ver refugiados palestinos. Passou então a ser atacada como antissemita, as colunas foram excluídas dos jornais, o programa de rádio foi cancelado e acabaram os convites para palestras pelo país. Como diz Weir hoje, “já está praticamente apagada da história”.

Agora que Israel já existe há mais de 60 anos, com tantas virtudes cantadas pela imprensa-empresa norte-americana, é muito fácil esquecer, ou jamais, em toda a vida, ouvir dizer, que o país é um entrave grave aos interesses nacionais norte-americanos, e as políticas israelenses têm efeito destrutivo e perigoso para o bem-estar dos EUA. Também por isso, é preciso elogiar entusiasticamente o trabalho de Alison Weir, que lança luz tão brilhantemente iluminadora sobre o relacionamento entre os EUA e Israel.

Espero que esse livro maravilhoso receba toda a atenção que merece.
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Nota dos tradutores
[1] Sobre a palavra ver a página da Opus Dei, em: 24. Quem eram os fariseus, saduceus, essénios e zelotes?
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[*] Embaixador Andrew I. Killgore é o editor do Washington Report on Middle East Affairs e diplomata aposentado que serviu como oficial de carreira do serviço estrangeiro dos EUA em Frankfurt, Londres, Beirute, Jerusalém, Aman, Bagdá, Dacca, Teerã, Manama, e Wellington e como oficial de embaixada em outras posições Escritório Regional do Oriente Médio e Sul da Ásia do Departamento de Estado em Washington antes de sua missão como Embaixador dos EUA em Doha. O Embaixador Killgore recebeu o “Foreign Service Cup”, em 1997, com a citação:

Postado do http://redecastorphoto.blogspot.com.br/

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

INGLATERRA PRESTA AJUDA MILITAR AOS TERRORISTAS DA SÍRIA

Na verdade, a ajuda militar do Reino Unido segue a risca a estratégia estadunidense de fortalecer o ISIS. Para isso utiliza um discurso moderado que não cola mais! (pelo menos para os que conseguem pensar além do seu umbigo)  
Fazem o que fazem com a intenção de levar o caos e destruir de uma forma total as condições mínimas de sobrevivência do Estado Sírio. 
Significando o enfrentamento do imperialismo, de forma indireta, com a resistência pan-árabe e anti imperialista. Mas a Síria resiste bravamente e esse fato nos enche de esperança pelo futuro da Palestina. Venceremos! Somosodospalestinos.blogspot.com


Reino Unido entrena y equipa a los terroristas “moderados” en Siria
El Reino Unido realizará una “significativa contribución” al entrenamiento y equipamiento de los grupos armados “moderados” con el fin de que luchen contra el EI y el Ejército sirio, dijo el ministro de Exteriores británico, Philip Hammond, el lunes poniendo así de manifiesto el apoyo del Reino Unido al terrorismo en Siria.

La declaración se produjo después de un encuentro entre Hammond y el empresario residente en Arabia Saudí Hadi al Bahra, que es también líder de la llamada Coalición Nacional Siria.

“El Reino Unido está ayudando a establecer la seguridad y el gobierno (en las zonas controladas por esos grupos) y proporciona servicios esenciales, incluyendo tácticas para “salvar la vida” y de rescate”.

El EI ha establecido un “califato” sobre el territorio que ha tomado en Iraq y Siria y ha sido declarado como el grupo terrorista más rico del mundo, obteniendo unos ingresos de un millón de dólares diarios de la venta de petróleo en el mercado negro, a través de Turquía, además de poseer 429 millones de dólares que saqueó en el Banco Central de Mosul.

El Reino Unido y otros países de la coalición internacional contra el EI están armando y entrenando al llamado “Ejército Sirio Libre” no sólo para contrarrestar al grupo extremista sino también para luchar contra el Ejército sirio.

“Estamos proporcionando equipo no letal y el Reino Unido espera realizar una contribución significativa al programa Equipamiento y Entrenamiento liderado por EEUU”, dijo Hammond en una declaración, añadiendo que “Assad no puede jugar un papel futuro en Siria”, pese a que no es al ministro británico al que corresponde decidir tal hecho.

La CNS vive, por su parte, la peor crisis de su historia y en un reciente encuentro en Estambul, el antiguo líder de la misma Ahmad Yarba llegó a decir que ella estaba “muerta” antes de abandonar precipitadamente la sala donde se celebraba una reunión.

La coalición ha cosechado importantes ayudas y un reconocimiento de las potencias occidentales y los estados del Golfo, pero no goza del reconocimiento de los grupos armados que operan sobre el terreno y mucho menos del pueblo sirio.

En septiembre, el presidente de EEUU, Barack Obama, pidió al Congreso 500 millones de dólares para entrenar y equipar a los así llamados “rebeldes moderados” sirios.

Los críticos que se oponen a tal acción han afirmado que el entrenamiento y financiación del ESL por parte de EEUU ha ayudado al EI.

En una entrevista con la CNN, Barack Barfi, portavoz de la familia del asesinado periodista estadounidense, Steven Sotloff, dijo que los rebeldes sirios “moderados” que están respaldados por EEUU vendieron a Sotloff al EI.

“Estos llamados rebeldes moderados, el ESL, que algunos quieren que nuestra administración apoye, le vendieron probablemente por una cantidad entre los 25.000 y los 50.000 dólares al EI y ésta fue la razón por la que fue capturado”, dijo Barfi.

Damasco y sus aliados han señalado que Washington, en cooperación con algunos regímenes monárquicos del Golfo, incluyendo Arabia Saudí, han jugado un papel en la formación y expansión de grupos terroristas como el EI al armar, financiar y fortalecer políticamente a los rebeldes “moderados” que luchan en Siria.

Un reciente estudio de la organización Conflict Armament Research, con sede en Londres, señaló que los terroristas del EI parecen estar utilizando armas norteamericanas que habían sido entregadas por Arabia Saudí al los rebeldes sirios “moderados”.

El informe señala que los terroristas disponen de “cantidades significativas” de armas estadounidenses, incluyendo rifles de asalto M-16, e incluye fotos que muestran el rótulo “Property of US Govt.”

También señala que los misiles antitanque utilizados por el EI en Siria eran idénticos a los misiles M-79 y fueron proporcionados por Arabia Saudí a las fuerzas que operan bajo el paraguas del ESL en 2013.

COLONOS SIONISTAS ATACAM UMA MESQUITA NA CISJORDÂNIA/PALESTINA





Un alza de la tensión es perceptible en los territorios palestinos ocupados por Israel tras el incendio, provocado por pobladores de un asentamiento sionista en la Cisjordania ocupada, que destruyó el primer piso de una mezquita.

Un grupo de hombre armados residentes en la ciudad cisjordana de Mugayir, penetró en la mezquita en la noche del martes y le prendieron fuego, dijeron testigos que lograron sofocar el siniestro antes de que se extendiera, aunque el primer piso quedó gravemente dañado. La localidad se encuentra próxima al asentamiento ilegal de Shilo y a una carretera reservada para el uso exclusivo de los colonos judíos”, indicó una fuente de la seguridad palestina.

En 2012 un ataque similar destruyó una mezquita en esa misma ciudad y los responsables nunca fueron encontrados a pesar de que las autoridades de ocupación aseguraron que habían “investigado” el incidente.

Ataques sionistas contra iglesias y mezquitas

Desde hace años los colonos extremistas actúan bajo el eslógan “el precio a pagar” y agreden y realizan actos de vandalismo contra los palestinos. Los ataques de estos judíos extremistas contra iglesias cristianas y mezquitas en la Cisjordania son frecuentes y van desde pintadas en las paredes hasta sacrilegios, como en el caso de la Mezquita de Al Aqsa, uno de los sitios más sagrados del Islam, localizada en Jerusalén (Al Quds). La policía prohibió recientemente el acceso de los palestinos al complejo de Al Aqsa.

El ataque de esta madrugada se suma a choques en ciudades cisjordanas entre la población autóctona y tropas de la potencia ocupante además del asesinato este martes de un trabajador palestino en una ciudad israelí.

La tensión ha llevado la crisis en los territorios ocupados a un punto de choque semejante al que prevaleció en las vísperas de las intifadas, los levantamientos populares contra la ocupación israelí, en los años 1987 y 2000. Los enfrentamientos entre manifestantes palestinos y miembros de las fuerzas de ocupación israelíes han alcanzado una gran intensidad en Jerusalén Este y Cisjordania.

Abbas: Israel lleva a la región a una guerra religiosa

Horas atrás, el presidente palestino, Mahmud Abbas, advirtió a los israelíes que se mantengan alejados de Al Aqsa y acusó al gobierno israelí de “llevar a la región a una destructiva guerra religiosa”.

Él reiteró que presentará al Consejo de Seguridad de la ONU un proyecto de resolución para poner fin a la ocupación israelí como máximo en 2017, y señaló que, de no prosperar, acudirá a los organismos internacionales de justicia.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

EUA: Guerra ao ISIL é cortina de fumaça para guerra contra Síria e Irã



A chamada “ameaça” do ISIL [ing. para "Estado Islâmico no Iraque e Levante"], ou Estado Islâmico (EI) é cortina de fumaça. A força doISIL foi deliberadamente inflada para conquistar apoio público para o Pentágono e justificar o bombardeio ilegal contra a Síria. Está também sendo usada para justificar a mobilização do que a cada dia mais claramente se vê que é montagem de ataque militar de grande escala liderado pelos EUA no Oriente Médio. O poder de fato e contingentes militares que estão sendo mobilizados excedem em muito o que seria necessário para combater simplesmente os esquadrões da morte do ISIL.
26/9/2014, Mahdi Darius NAZEMROAYA, Strategic Culture Foundation (Фонд Стратегической Культуры)
Por mais que os EUA tentem convencer seus cidadãos e o mundo de que não haverá tropas em solo, é muito improvável que assim seja. É muito improvável, em primeiro lugar, porque é indispensável que haja coturnos em solo para monitorar e selecionar alvos. Além do mais, Washington vê a campanha contra os combatentes do ISIL como guerra que durará anos. É puro duplifalar. O que está sendo imposto à opinião pública norte-americana e mundial é deslocamento militar permanente; no caso do Iraque é redeslocamento para lugar que os EUA já invadiram e ocuparam em 2003. A força militar que está sendo mobilizada nesse caso pode, em todos os casos, ser convertida em forças de assalto gigante contra Síria, Irã e Líbano.
Diálogo de segurança EUA-Síria e EUA-Irã?
Antes do início dos bombardeios dos EUA na Síria, circularam boatos não confirmados de que Washington teria iniciado um diálogo com Damasco, através de canais russos e iraquianos, para discutir coordenação militar e a campanha do Pentágono de bombardeio em território sírio. Ideia absolutamente impensável e completamente improvável. Agentes de confusão operavam em tempo integral para tentar dar qualquer legitimidade ao bombardeio contra a República Árabe Síria.
As ‘notícias’ de cooperação EUA-Síria com intermediação de russos e iraquianos são parte de uma série sinistra de desinformação e contrainformação. Antes de surgirem as ‘notícias’ sobre cooperação entre EUA e Síria, circularam ‘notícias’ sobre cooperação EUA-Irã no Iraque.
Mais cedo, Washington e a mídia norte-americana haviam tentado dar a impressão de que haveria algum acordo para cooperação militar entre os EUA e Teerã, para combater contra o ISIL e cooperarem dentro do Iraque. As ‘notícias’ foram amplamente refutadas nos termos mais incisivos por vários membros do establishment político iraniano e também por comandantes iranianos de alta patente, como simples campanha de desinformação.
Depois que os iranianos indicaram claramente que as declarações de Washington não passavam de ficção, os EUA começaram a dizer que não seria adequado para o Irã unir-se à coalizão anti-ISIL. O Irã retrucou. Washington estava outra vez distorcendo os fatos; a verdade é que funcionários dos EUA várias vezes pediram que Teerã se integrasse à coalizão anti-ISIL.
Ainda antes de deixar o hospital depois de passar por uma cirurgia na próstata, o Aiatolá Ali Khamenei, o mais alto governante do Irã, disse à televisão iraniana, dia 9/9/2014, que os EUA haviam solicitado em três diferentes ocasiões, que Teerã cooperasse com Washington. Explicou que o embaixador dos EUA no Iraque fizera chegar mensagem ao embaixador do Irã no Iraque, solicitando que o Irã se unisse aos EUA naquele momento. Depois – palavras do Aiatolá Khamenei – “o mesmo [John Kerry] – que havia dito frente às câmeras e aos olhos de todo o mundo, que os EUA não queriam a cooperação do Irã – pediram através do Dr. Zarif que o Irã cooperasse com os EUA nessa questão. O Dr. Zarif negou-se a atender o pedido.” E o pedido foi repetido pela vez pela subsecretária norte-americana Wendy Sherman, ao vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
Khamenei também disse que já descartara categórica e absolutamente qualquer cooperação com Washington nessa questão. “Absolutamente não cooperaremos com os EUA, especialmente porque as mãos dos EUA estão sujas” – repetiu o Aiatolá publicamente, ao explicar que não havia qualquer dúvida de que Washington tem as intenções mais perversas no Iraque e na Síria.
Como a Rússia, o Irã já apoia a Síria e o Iraque contra o ISIL. Também como Moscou, Teerã luta contra os terroristas, mas não se integrará a coalizão anti-ISIL de Washington.

Nova(s) invasão(ões) e golpe(s) para Mudança de Regime no em torno do óleogasoduto?
Como se disse dia 20/6/2014, aos olhos de Washington era indispensável remover o governo federal de Nouri Al-Malaki em Bagdá, porque se recusava a unir-se ao cerco contra os sírios comandando pelos EUA; porque se mantinha aliado ao Irã; porque continuava a vender petróleo aos chineses; e a comprar armas da Federação Russa. A decisão do Iraque de Al-Maliki de integrar-se ao óleogasoduto Irã-Iraque-Síria também criava dificuldades contra os objetivos dos EUA e aliados, de (i) controlarem todo o fluxo de energia no Oriente Médio; e (ii) impedir a integração da Eurásia. [1]
O governo de Al-Maliki cometeu também dois outros pecados capitais em Bagdá, pela avaliação dos EUA. Mas essas ofensas, para serem bem compreendidas, têm de ser postas em contexto geopolítico.
Ninguém esqueceu a frase de propaganda criada no governo de Bush Filho depois do 11/9 e no início de suas guerras seriais: “Qualquer um vai para Bagdá; homem que é homem vai para Teerã”. O xis da questão dessa frase belicista, construída como slogan de propaganda, é que Bagdá e Damasco já então eram vistas pelo Pentágono como rotas possíveis que levariam a Teerã. [2]
Como no caso da Síria, os pecados mortais de Al-Maliki também estavam relacionados a impedir o caminho dos EUA até Teerã. Primeiro, o governo do Iraque expulsou o Pentágono do Iraque no final de 2011, com o que removeu as tropas norte-americanas plantadas exatamente na fronteira oeste do Irã. Segundo, o governo federal iraquiano trabalhava para expulsar do Iraque militantes iranianos que se opõem ao governo iraniano e para fechar o Camp Ashraf, que sempre poderia ser usado em guerra ou em operações para mudança de regime contra o Irã.
Ashraf serviu como base para a ala militar dos Mujahidin-e-Khalq  (MEK/MOK/MKO) com base no Iraque. O grupo MEK é organização de iranianos antigoverno, que trabalha a favor do golpe para mudança de regime em Teerã. Já declarou apoio aos ataques liderados pelos EUA contra Irã e Síria.
Embora oficialmente o governo dos EUA classifique os MEK como organização terrorista, Washington já começara a aprofundar os contatos com os MEK quando norte-americanos e britânicos invadiram o Iraque. Ironicamente (e mal intencionados) EUA e Grã-Bretanha usaram o apoio aos MEK para rotular o Iraque como estado patrocinador de terroristas (?!) e, também, para justificar a invasão anglo-norte-americana ao Iraque. Desde essa época, os EUA ‘alimentam’ e mantêm os terroristas do MEK.
Desde 2003, os EUA financiam os MEK. Washington lhes dá proteção, porque quer conservá-los como instrumento a ser usado contra Teerã, ou para manter a opção de, algum dia, instalar o MEK no poder em Teerã, como parte de um golpe para mudança de regime contra o Irã. O MEK já foi, literalmente, incorporado na caixa de ferramentas do Pentágono e da CIA contra Teerã. Mesmo quando os EUA transferiram o controle do Camp Ashraf para o governo de Bagdá, o Pentágono manteve forças suas entre os MEK.
Eventualmente, as forças do MEK seriam, na maioria, realocadas em 2012 para a antiga base dos EUA conhecida como Acampamento Liberty. Esse Acampamento Liberty é hoje mais conhecido por um nome árabe, Acampamento Hurriya.
Scott Peterson, diretor da sucursal de Istanbul do Christian Science Monitor, explica como funcionários dos EUA começaram a realmente apoiar os MEK no início da “Primavera Árabe” de 2011. É projeto também ligado aos sonhos de Washington, de golpe para mudança de regime. Peterson escreveu que funcionários do governo dos EUA “raramente mencionam o passado violentamente anti-EUA dos MEK, e falam do grupo não como terroristas, mas como combatentes da liberdade com “valores iguais aos nossos”, como ‘democratas à espera’ de poderem servir como uma vanguarda para mudança de regime no Irã.” [3]
Washington não abandonou os sonhos de golpe para mudança de regime em Teerã. Seria coincidência que esteja aumentando o apoio que EUA e União Europeia dão hoje aos MEK, sobretudo quando a ameaça do ISIL dentro do Iraque começa a ser comentada e noticiada publicamente?
600 deputados e políticos de quase todos os países da OTAN foram levados para participar de uma grande reunião dos MEK dia 27/6/2014, no nordeste da capital francesa, no subúrbio de Villepinte, que convocou para o golpe de mudança de regime no Irã. Os tipos mais conhecidos pela dedicação com que trabalham pró mais e mais guerras no mundo (o ex-senador dos EUA Joseph Lieberman; o porta-voz e apologista de Israel Alan Dershowhitz; ex-funcionário do governo de Bush Filho e ‘especialista’ contratado da Fox News John Bolton; o ex-prefeito de New York Rudy Giuliani; o ex-ministro francês e chefe da Missão Provisória da ONU para governo do Kosovo (UNIMIK) Bernard Kouchner, todos esses se reuniram com o MEK para promover o golpe para mudança de regime no Irã, e, claro, mais guerra.
Segundo o MEK, mais de 80 mil pessoas compareceram ao comício para promover a mudança de regime no Irã. Lá estavam também militantes da oposição no Iraque e Síria; todos, a pedir ‘mudança de regime’ também no Irã.
A ironia do ‘evento’ é que o dinheiro foi fornecido, praticamente todo, pelos EUA, com alguma contribuição dos aliados. Os gastos foram, sobretudo, para as iniciativas de lobby desse MEK no Congresso dos EUA e no Departamento de Estado, o que, de fato, não passa de ‘reciclagem’ de dinheiro. Gente como Ruddy Giuliani – provavelmente um dos mais odiados prefeitos da história da cidade de New York, até que usou a favor da própria imagem os eventos trágicos do 11/9/2001 – trabalham hoje, de fato, como lobbyistas para o MEK. “Muitos desses ex-altos funcionários do governo dos EUA – que representam todo o pleno espectro político – têm recebido dezenas de milhares de dólares só para falar bem do MEK“, segundo o Christian Science Monitor. [4]
Giuliani vive a discursar em eventos pró MEK pelo menos desde 2010. Em 2011, falou num comício do MEK que promovia o golpe para mudança de regime em Teerã e Damasco. “E se fizéssemos, depois de uma Primavera Árabe, um Verão Persa?”, perguntou Giuliani, retórico. [5] E a sentença seguinte de Giuliani, na mesma ocasião, nada esconde sobre o que é, de fato, a iniciativa dos EUA de apoiar o MEK: “Precisamos de mudança de regime no Irã, ainda mais do que no Egito ou na Líbia, e tanto quanto na Síria.” [6]
Joseph Lieberman, amigo e parceiro na propaganda e promoção de guerras e mais guerras do senador John McCain não pôde viajar até o subúrbio parisiense em Seine-Saint-Denis, mas falou por vídeo, na reunião para mudança de regime. O Deputado Edward Royce, presidente da Comissão de Assuntos Externos da Câmara de Deputados dos EUA, também falou por videoconferência a favor de mudança de regime no Irã. E o mesmo fizeram os senadores Carl Levin e Robert Menendez.
Estavam presentes grandes delegações de EUA, França, Espanha, Canadá e Albânia. Além dos já mencionados, outros norte-americanos notáveis também participaram do comício de 27/6/2014, além de vários franceses e espanhóis igualmente notáveis, e de muito notáveis euro-atlanticistas.
Nomes em: (1) Newt Gingrich; (2) John Dennis Hastert; (3) George William Casey; (4) Hugh Shelton; (5) James Conway; (6) Louis Freeh; (7) Lloyd Poe; (8) Daniel Davis; (9) Loretta Sánchez; (10) Michael B. Mukasey; (11) Howard Dean; (12) William Richardson; (13) Robert Torricelli; (14) Francis Townsend; (15) Linda Chavez; (16) Robert Joseph; (17) Philip Crowley; (18) David Phillips; (19) Marc Ginsberg; (20) Michèle Alliot-Marie; (21) Rama Yade; (22) Gilbert Mitterrand; (23) Martin Vallton; (24) Pedro Agramunt Font de Mora; (25) Jordi Xucla; (26) Alejo Vidal-Quadras; (27) José Luis Rodriguez Zapatero; (28) Sonsoles Espinosa Díaz); (29) Pandli Majko; (30) Kim Campbell; (31) Geir Haarde; (32) Ingrid Betancourt; (33) Alexander Carile; (34) Giulio Maria Terzi; e (35) Adrianus Melkert.
 E não se falou só de golpe para mudança de regime; fala-se também da crise nas regiões de fronteira no Iraque e na Síria. Fox News deu cobertura especial àquele evento do MEK. Em julho, a liderança do MEK havia condenado o apoio do Irã ao governo federal do Iraque em sua luta contra o ISIL; depois que os EUA começaram a falar de combater ISIL, calaram-se. Antes do comício para promoção do golpe de mudança de regime, a líder dos MEK, Maryam Rajavi - que osMEK indicaram presidenta do Irã desde 1993 – até se encontrou com o líder-fantoche do Conselho Nacional Sírio Ahmed Jarba em Paris, dia 23/5/2014, para discutirem cooperação.

Golpe para mudança de regime em Damasco mediante ‘extensão-distorção’ da ‘missão’ na Síria

A campanha de bombardeio que os EUA iniciaram na Síria é ilegal e viola a Carta da ONU. Por isso o Pentágono tomou a providência de ‘declarar’ que a campanha de bombardeio liderada pelos EUA seria necessária, por causa de ameaça de um ataque “iminente” que estaria sendo planejado contra o território dos EUA. Isso foi feito para dar alguma cobertura pseudo legal ao bombardeio contra território sírio, servindo-se do argumento, distorcido, de que o Artigo 51 da Carta da ONU permite que estado membro ataque legalmente outro estado, se houver ameaça de ataque iminente, por aquele país, contra membro da ONU.
Barack Obama e o governo dos EUA fizeram o possível para confundir encobrir a realidade mediante alguns passos tomados para fazer crer que seria legítimo violar a lei internacional e bombardear a Síria sem autorização de Damasco. A embaixadora dos EUA Samantha Powers deu conhecimento ao representante permanente da Síria na ONU que os EUA atacariam o Governato de Al-Raqqa, informando Bashar Al-Jaafari mediante uma notificação unilateral, que absolutamente não significa que os EUA tivessem obtido o consentimento legal da Síria.
Os ataques norte-americanos contra a Síria não têm tampouco o apoio do Conselho de Segurança da ONU. Mas o governo dos EUA tentou fazer-crer que a reunião do Conselho de Segurança da ONU do dia 19/9/2014, que foi presidida por John Kerry seria sinal de que o Conselho de Segurança da ONU e a comunidade internacional estariam apoiando a campanha de bombardeamento contra a Síria.
Não foi tampouco por coincidência que, exatamente quando os EUA montavam sua coalizão multinacional para dar combate ao ISIL e àquele pseudo Califato, John Kerry mencione, convenientemente, que a Síria teria violado a Convenção das Armas Químicas (CAQ) [orig. Chemical Weapons Convention (CWC)]. Ao mesmo tempo em que admitia que a Síria não usou qualquer material proibido pela CAQ, Kerry, muito incoerentemente disse aos deputados, dia 18/9/2014, que Damasco teria desrespeitado a CAQ.
Em resumo, Washington já está dizendo absolutamente qualquer coisa, não importa o quando seja absurdo ou inverossímil, para dar início ao golpe para mudança de regime em Damasco. Se o já exposto até aqui não bastar para mostrar isso, o fato de que os EUA usarão território da Arábia Saudita para treinar ainda mais forças antigoverno sírio com certeza o mostra. [7]
Os EUA têm em vista uma campanha de bombardeio de longa duração, que também ameaça o Líbano e o Irã. Segundo o Aiatolá Ali Khamenei, os EUA planejam bombardear Iraque e Síria servindo-se do ISIL como cortina de fumaça, seguindo o modelo já usado no Paquistão. Mais corretamente, seguindo o modelo do que os EUA chamavam “AfPak”. Os EUA usaram os efeitos da instabilidade que extravasaram do Afeganistão para o Paquistão, e a expansão dos Talibã, como pretexto para bombardearem o Paquistão. Iraque e Síria também já estão ‘unidos’ numa só zona de conflito, para o qual Ibrahim Al-Marashi criou a neologia “Siriaque” [ing. "Syraq"].
O objetivo mais amplo: impedir a integração da Eurásia
Enquanto os EUA estão ocupados fingindo que combatem os mesmos esquadrões da morte e terroristas que criaram e armaram, os chineses e seu parceiros trabalhavam muito para integrar a Eurásia. Enquanto os EUA faziam sua Guerra Global ao Terror (GGaT), a Eurásia assistia à reconstrução da Rota da Seda. Isso, afinal, é a história de fundo e o verdadeiro motivo da insistência de Washington, que não para de manter guerras em cursos e criar mais e mais novas guerras e remobilizar todo o Oriente Médio. É a razão também pela qual os EUA só fazem empurrar a Ucrânia para um confronto com a Rússia; e é também a razão para as sanções da União Europeia contra a Federação Russa.
Os EUA tentam impedir a re-emergência da Rota da Seda e a expansão dessa rede comercial. Ao mesmo tempo em que Kerry só faz tentar apavorar as pessoas com ameaças do ISIL e suas atrocidades, os chineses só fizeram ampliar seus mapas com negócios e mais negócios por toda a Ásia e o Oceano Índico. É parte da marcha para o oeste, do dragão chinês.
Paralelamente às viagens de Kerry, o presidente da China Xi Jinping visitou o Sri Lanka e foi às Maldivas. Sri Lanka já é parte do projeto chinês da Rota Marítima da Seda. As Maldivas são mais recentemente chegadas ao mesmo projeto; construíram-se acordos para incluir a ilha-nação também na rede e na infraestrutura da Rota Marítima da Seda que a China dedica-se a construir para expandir o comércio marítimo entre o Leste da Ásia, o Oriente Médio, a África e a Europa. Também não é coincidência que os dois destroieres chineses ancorados no porto iraniano de Bandar Abbas no Golfo Persa estejam fazendo manobras conjuntas com naves de guerra iranianas no Golfo Persa.
Paralela à rede leste-oeste, uma rede de comércio e transporte norte-sul está sendo também desenvolvida. O presidente Hassan Rouhani do Irã esteve no Cazaquistão recentemente, onde, com seu contraparte cazaque, Nursultan Nazarbayev, confirmaram que haverá desdobramentos comerciais importantes. Aguarda-se também a conclusão da estrada de ferro Cazaquistão-Turcomenistão-Irã, que criará uma rota de trânsito norte sul. E os dois presidentes também discutiram a cooperação entre Teerã e a União Eurasiana. Do lado ocidental do Mar Cáspio, planeja-se também um corredor paralelo norte-sul, da Rússia ao Irã atravessando a República do Azerbaijão.
As sanções anti-Rússia já começam a causar mal-estar na União Europeia, quem mais perde no processo. A Rússia já mostrou que tem opções. Moscou já começou a construir o mega gasoduto para gás natural Yakutia-Khabarovsk-Vladivostok (também chamado gasoduto Poder da Sibéria) para entregar gás à China. E a África do Sul, parceira da Rússia nos grupo BRICS, assinou acordo histórico de energia nuclear com a empresa russa Rosatom.
A importância da Rússia no cenário mundial é bem clara e vem aumentando no Oriente Médio e na América Latina. Até mesmo no Afeganistão, feudo da OTAN, a influência russa está crescendo. O governo russo compilou recentemente uma lista de mais de 100 antigos projetos soviéticos de construção, que lhe parecem importantes para serem recuperados.
Alternativa às sanções de EUA e União Europeia começa a emergir na Eurásia. Além do acordo para troca de petróleo-por-produtos que Teerã e Moscou assinaram, o ministro de Energia da Rússia Alexander Novak anunciou que Irã e Rússia já têm novos acordos no total de 70 bilhões de euros. Em breve se verá que as sanções só isolarão os EUA e a União Europeia. Os iranianos também anunciaram que estão trabalhando com seus parceiros chineses e russos para superar o regime de sanções de EUA e União Europeia.
Os EUA estão tendo de se recolher. Não podem ‘pivotear-se’ para o Pacífico Asiático, enquanto não resolverem as coisas no Oriente Médio e no leste da Europa, onde estão em guerra contra Rússia, Irã, Síria e seus aliados. Por isso Washington dedica-se em tempo integral a fraturar, dividir, intrigar, chantagear e corromper, no esforço para co-optar. Assim, afinal, se pode entender que os EUA não estão absolutamente preocupados em dar combate ao ISIL, que sempre serviu aos interesses dos EUA no Oriente Médio. Os EUA só têm duas principais preocupações: tentar impedir que seu império desmonte-se aos pedaços e tentar impedir a integração eurasiana.
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Mahdi Darius Nazemroaya é Investigador Associado do Centro de Investigação da Globalização/Centre for Research on Globalization (CRG) especializado em assuntos geopolíticos e estratégicos.
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NOTAS
[1] Mahdi Darius Nazemroaya, “America pursuing regime change in Iraq again”, 20/6/2014.
[2] Mahdi Darius Nazemroaya, “The Síria Endgame: Strategic Stage in the Pentagon’s Covert War on Iran”, Global Research, 7/1/2013.
[3] Scott Peterson, “Iranian group’s big-money push to get off US terrorist list”, Christian Science Monitor, 8/8/2011.
[4] Ibid.
[5] Ibid.
[6] Scott Peterson, “Iranian group’s big-money push to get off US terrorist list”, Christian Science Monitor, 8/8/2011.
[7] Matt Spetalnick, Jeff Mason e Julia Edwards, “Saudi Arabia agrees to host training of moderate Syria rebels”, Caren Bohan, Grant McCool, and Eric Walsh (eds.), Reuters, 10/9/2014.