segunda-feira, 28 de julho de 2014

Pelo rompimento das relações do Brasil com Israel!


Hassan Nasrallah : IRÃ, SÍRIA E A RESISTÊNCIA LIBANESA NO APOIO À RESISTÊNCIA PALESTINA


"Temos de recordar a todos aqui, que Irã, Síria e a resistência libanesa, principalmente o Hezbollah, cada um conforme suas capacidades, não poupamos esforços ao longo de muitos anos no apoio que damos à resistência palestina – politicamente, com a nossa imprensa, moralmente, financeiramente, do ponto de vista do suporte material, armas, apoio logístico e toda a nossa expertise."
 [*] Hassan Nasrallah − al-Akhbar, Beirute
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Hassan Nasrallah durante aparição pública para comemorar o Dia de Jerusalém num subúrbio de Beirute. 
(Foto de Anwar Amro, 25/7/2014)

O Secretário-Geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, elogiou nessa 6ª-feira (25/7/2014) a resistência palestina que defende Gaza contra o continuado assalto por Israel à faixa sitiada, dizendo que Israel começa a conhecer a derrota e segue trilha de suicídio em Gaza.

Gaza hoje acompanha procissões funerais em honra de seus mártires, depois de alcançar mais uma vitória na resistência – disse Nasrallah em rara fala ao vivo num prédio no sul de Beirute, para marcar a comemoração anual do Dia de Jerusalém.

Quando se chega ao 18º dia [do ataque de Israel contra Gaza], e nem todos os sionistas do mundo conseguiram ainda o que querem em Gaza, não há dúvida alguma de que a resistência é vitoriosa em Gaza.

[Ex-ministro da Defesa] Ehud Barak disse que qualquer futura guerra que Israel fizesse contra Gaza levaria a vitória rápida e decisiva.

Hoje, Gaza responde e diz a Israel: “Vocês são o povo covarde que se esconde dentro de aviões para matar crianças. Na guerra contra nossos heróis vocês são derrotados. O exército de vocês será vencido  – disse Nasrallah. – Digo aos sionistas: vocês em Gaza trabalham presos no círculo vicioso do fracasso. Não avancem, em guerra contra Gaza, para o círculo do suicídio.  

Israel assassina crianças brincando na praia (18/7/2014)
Mais de 800 palestinos, a grande maioria dos quais civis, foram mortos desde o início da campanha terrorista que Israel iniciou dia 8 de julho/2014, contra Gaza.

O exército israelense não foi à guerra como exército legal. O exército israelense foi à guerra como exército de homens e mulheres que matam crianças. É o mesmo exército que já conhecemos bem e derrotamos, no Líbano – Nasrallah prosseguiu.

No dia de hoje, saudamos as almas dos mártires de Gaza e os feridos de Gaza e os mujaheddin e heróis de Gaza e todo o povo de Gaza que luta com coragem e firmeza.

Os combatentes palestinos em Gaza juraram manter a guerra até que Israel ponha fim ao bloqueio que já dura oito anos, por terra, ar e mar, contra a Faixa de Gaza, que impede a entrada e saída de pessoas e a circulação de produtos, inclusive a importação de itens básicos de sobrevivência e de remédios. Nasrallah disse que as demandas dos palestinos são demandas justas.

O sítio significa morte a conta-gotas para o povo de Gaza, não só há 18 dias, mas há anos. Repito: é indispensável apoiar a resistência palestina por meios políticos, financeiros, materiais e pela nossa mídia, e também temos de apoiar a resistência com armas – disse Sua Eminência.

Temos de recordar a todos aqui, que Irã, Síria e a resistência libanesa, principalmente o Hezbollah, cada um conforme suas capacidades, não poupamos esforços ao longo de muitos anos no apoio que damos à resistência palestina – politicamente, com a nossa imprensa, moralmente, financeiramente, do ponto de vista do suporte material, armas, apoio logístico e toda a nossa expertise.

John Kerry (EUA): "Nós apoiamos Israel..."
Nasrallah disse também que, apesar de todas as tentativas de Israel para dividir os palestinos e forçá-los a abandonar sua causa, os palestinos continuam firmemente decididos a retornar à terra deles.

Apesar da dor, dos sofrimentos, das feridas e massacres e de todos os fatores de desespero e frustração, os palestinos não se rendem e nunca esquecerão – disse Nasrallah.

O povo palestino dentro e longe da Palestina, e em campos de refugiados, apesar das duras condições de sobrevivência e dos incentivos para que emigrem para Canadá, Austrália e Europa, para dividir e fragmentar esse corpo de humanidade palestina, apesar de tudo, os palestinos continuam agarrados à própria terra, à causa palestina, aos campos e pomares e hortas palestinas, e não se renderão e não se curvarão.
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[*] Hassan Nasrallah (nascido em 31/8/1960; em árabe حسننصرالل) tornou-se o terceiro secretário-geral da organização política e militar libanesa do Hezbollah depois de Israel ter assassinado o líder anterior, Abbas al-Musawi, em 1992.. É muitas vezes chamado de “al-Sayyid Hassan” (السيد حسن), onde o título honorífico Sayyid denota ele ser um descendente do profeta islâmico Maomé. Durante a liderança de Nasrallah, o Hezbollah adquiriu foguetes com um alcance maior, o que lhe permitiu defender-se do ataque de Israel no sul do Líbano conseguindo diminuir e em seguida eliminar a ocupação israelense. Em 1993, Israel realizou Operation Accountability. Em 1996, Israel lançouOperation Grapes of Wrath, bloqueando importantes cidades portuárias libaneses e bombardeando uma base militar síria.Durou cerca de 16 dias os ataques israelenses ao Líbano. Depois de pesadas baixas de Israel no sul do Líbano, alguns políticos israelenses argumentaram que o conflito só iria acabar quando Israel se retirasse do Líbano, o que aconteceu em 2000. Ehud Barak, finalmente retirou as forças israelenses. Após a retirada de Israel, o South Lebanon Army, apoiado por Israel, foi rapidamente superado pelo Hezbollah. Alguns membros de SLA fugiram para Israel, mas muitos foram capturados pelo Hezbollah. Este sucesso contra Israel aumentou muito sua popularidade no mundo islâmico. Nasrallah é amplamente acreditado no Líbano e no mundo árabe por ter acabado com a ocupação de Israel no sul do Líbano.

O MASSACRE DA POPULAÇÃO PALESTINA NÃO É MAIS UMA QUESTÃO HUMANITÁRIA, É SOBRETUDO UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA !

[*] Moon of Alabama
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Famílias fogem do GENOCÍDIO em Gaza
(24/7/2014)

The Onion [A Cebola] nasceu para ser jornal satírico. Ainda ontem, a manchete era:


Dar aos civis palestinos a chance de proteger-se na casa de parentes ou amigos que só seriam bombardeadas posteriormente, às vezes mais de 48 horas depois, é gesto que merece elogios, não condenação. De fato, essa foi das iniciativas mais bem-sucedidas da atual guerra”. Ya’alon acrescentou que, dado que havia muitos pontos a serem bombardeados nos quais os palestinos poderiam abrigar-se, Israel não se responsabilizava pela segurança e integridade física dos que optassem por permanecer em casa.

A sátira de ontem é a notícia de hoje.

Os militares israelenses em alguns casos avisaram que as pessoas de uma ou outra área de Gaza saíssem de suas casas, minutos antes de as casas serem bombardeadas ou invadidas.

Alguns palestinos tiveram alguns segundos, poucos, para sair, antes de um ataque, mas muitos saíram de casa e correram para os prédios das escolas da ONU. As escolas estão abertas especialmente para isso, e o pessoal da ONU está atendendo as famílias desabrigadas e mantendo militantes e armas fora dos seus prédios.

Mas as levas de desabrigados que correm para as escolas indicam aos israelenses a exata localização das escolas. O passo seguinte é o que se lê aqui:


http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2014/07/israeli-shells-hits-un-shelter-gaza-201472413198190287.html


Mais de 30 pessoas foram mortas e há mais de 100 feridos no ataque israelense contra uma escola da ONU em Gaza, que estava sendo usada como abrigo de emergência.

A correspondente de Al Jazeera, Nicole Johnston, falando de Gaza, disse que a escola em Beit Hanoun foi atacada na 5ª-feira (24/7/2014). Fontes disseram a Al Jazeera que mais de 30 pessoas foram mortas naquele ataque.

A Associated France Press obteve informação de funcionário da ONU, confirmando que “há grande número de mortos e feridos”.

Em entrevista à Al Jazeera, Robert Turner, diretor do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (UNRWA) em Gaza, disse que não houve alerta algum, dos israelenses, antes de as bombas começarem a explodir. Confirmou que houve mortes.

Disse que o Alto Comissariado da ONU fez contato com forças de Israel sobre uma janela pela qual evacuar a escola antes de o ataque começar.

“Estávamos ali como local previsto para abrigo de emergência” – disse ele. – “Israel foi informada do local e de quem estava ali”.

“É o quarto ataque a instalações da ONU, em três dias”.

Quatro ataques a centro de refugiados informado aos atacantes, em três dias. Quem acredita que os ataques teriam sido “acidentes”? Não acredito. O bombardeio foi assassinato premeditado de civis não combatentes identificados. É definitivamente crime de guerra intencional.

Mas os EUA continuam a encobrir os crimes de Israel. Os EUA foram o único país a votar “Não” na Comissão de Direitos Humanos da ONU ontem, em que se aprovou a investigação desses crimes de guerra que Israel comete em Gaza. Um assassino dá cobertura ao outro.

http://redecastorphoto.blogspot.com.br/search?updated-max=2014-07-25T23:22:00-03:00&max-results=8&start=4&by

OSWALDO ARANHA : DESGRAÇA E VERGONHA PARA OS BRASILEIROS

Comentário da Xica Veira: Taí! Pura verdade! O Brasil hoje é um gigante. Mas o Brasil já foi, sim-senhor, país de sub-nanicos sub-morais, sim, no tempo de Oswaldo Aranha subornado para coordenar e oficializar, na Assembleia da ONU, a invenção da Israel dos sionistas – desgraça e vergonha para toda a humanidade.Graaaaaaaande Santayana!

Enviado por Xica Veira – Modelo de alta costura na Vila Vudu

sábado, 26 de julho de 2014

O RIO TODO NA MANIFESTAÇÃO EM SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO


Ajude a convocar o Ato de Solidariedade! Participe! 
A Palestina precisa do apoio ativo da solidariedade internacionalista!
CINELÂNDIA - 17 HORAS - DIA 29 JULHO - TERÇA FEIRA
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ





 O  SIONISMO, TAL COMO HITLER FEZ COM OS JUDEUS, NEGA AOS PALESTINOS ATÉ MESMO O DIREITO À VIDA
Israel desafia todas as leis internacionais porque conta ainda com o silêncio da maioria dos governos do mundo, com a conivência dos grandes jornais e TVs e a cobertura dos EUA. Isso acontece desde 1948, quando a ONU votou que os judeus europeus poderiam ir para a Palestina construir um Estado, com o argumento de que lá não havia ninguém. Uma mentira que custou a vida de milhões de palestinos que lá viviam e que foram assassinados ou expulsos de suas terras e casas pelas milícias judias armadas pelo imperialismo.
DESDE ENTÃO A ÚNICA GARANTIA DOS PALESTINOS  É NÃO TER DIREITOS.
                Os despejos, bombardeios, assassinatos e demolições de casas na Palestina fazem desta a maior população de refugiados do mundo, que se aproxima dos 6 milhões de palestinos, sem  o direito de retorno às suas casas e as suas terras milenares.
                Cotidianamente, os palestinos, em particular a juventude e as crianças, estão sujeitos a controles humilhantes para transitarem em seu próprio território, e são vítimas de prisões arbitrárias e assassinatos pelo exército de Israel.
                Há 66 anos os palestinos sobrevivem à fascista ocupação sionista. E, neste exato momento, o Estado  judeu intensifica sua ação  criminosa: famílias assassinadas, corpos mutilados, crianças em pedaços, rostos queimados, bairros inteiros destruídos, escolas e hospitais bombardeados e ainda assim nada de concreto foi feito por essa população que vem sendo dizimada. O que mais  será preciso para que o mundo tome uma posição!
                POR TUDO ISSO, EXIGIMOS:
   Que nosso governo rompa definitivamente as relações comerciais com o Estado sionista/fascista na compra de tecnologia militar e feche o escritório das Forças Armadas brasileiras aberto por Lula naquele país.


   Fim imediato dos assassinatos bárbaros da população palestina 
na Faixa de Gaza!

     Palestina livre, laica e soberana com o retorno dos refugiados!
Fora sionismo da Palestina!

Palestina no caminho pela a liberdade

Por Comitê da Palestina Democrática no Brasil – julho 2014

O Estado Sionista de Israel continua sua agressão contra nosso povo na Faixa de Gaza realizando verdadeiros  crimes contra a humanidade e ignorando a opinião publica mundial  que repudia as violentas ações contra as crianças, mulheres e idosos. O mundo não suporta mais assistir  os bombardeios de hospitais, escolas, casas, Igrejas e mesquitas, práticas da  política de apartheid israelense
O mundo enfrentou os nazistas quando praticaram os seus crimes contra a humanidade. A violência e a  discriminação nazistas foram rejeitadas pelas comunidades e governos internacionais.  Hoje, o Estado Sionista de Israel, utiliza os  crimes Nazistas que a história testemunhou na segunda guerra mundial.
Nestes 18 dias de violência, Gaza chora a morte de 850 palestinos e  vive sob o cenário de mais  de 6000 feridos, sendo 75% de crianças, mulheres e idosos e testemunha a  fuga de milhares de palestinos dos bombardeios.
A imprensa denuncia as ações desproporcionais do exercito israelense: bombardeios em prédios civis, hospitais, escolas-abrigos administradas pela UNRWA,  proibição de circulação das ambulâncias, atiram contra médicos e jornalistas, mortes cotidianas confirmando a barbárie de um exercito construído pelos grupos terroristas Urgon e Shter, que já praticavam massacres para expulsar o povo palestino de sua terra antes de 1948. 

Os Comitês da Palestina Democrática no Brasil repudia a violência cometida pelo Estado Sionista de Israel sobre a Palestina e declara:

1.    Reconhecemos a grande importância da Nota  do Governo Brasileiro que condena as agressões do Estado de Israel na Faixa de Gaza. A solicitação de investigação da violação dos direitos humanos e a convocação do Embaixador do Brasil em Israel para consultas chegou no tempo certo  e fortalecerá  a posição mundial, provocando o fim dos massacres e dos crimes da guerra do Estado Sionista de Israel. Somos agradecidos a este ato de coragem e soberania do governo brasileiro.

2.    Solicitamos ao  governo brasileiro uma orientação aos brasileiros-judeus para não  imigrar a Israel, para que não façam parte das colônias e assentamentos ilegais construídas em terras palestinas e que não prestem serviço militar, deixando de ser parte do exército assassino sionista.

3.    Agradecemos e valorizamos todas as manifestações de solidariedade das diversas  forças políticas e sociais que representam os seguimentos da sociedade brasileira, enfrentando também todas as mentiras e manipulação da mídia pró Israel, administrada pelo sionismo e pelo imperialismo.

4.    Este é o momento de fortalecer a campanha de Boicote contra o Estado Sionista de Israel. Solicitamos a expulsão  do Embaixador Israelense, bem como o fechamento da Embaixada de Israel no Brasil como forma de protesto às agressões cometidas em Gaza. Desejamos que  Brasil torne o seu território livre da entidade sionista.

5.    A proteção mundial para nosso povo é  necessária e torna-se um compromisso da sociedade mundial e das instituições internacionais. Unidos somos mais fortes para exigir da ONU e do Conselho de Segurança intervenções  em defesa dos povos que estão sob ocupação.

Agradecemos  o comprometimento e as mobilizações da comunidade palestina e suas entidades no Brasil. Impactantes manifestações, marchas, passeatas, palestras  e entrevistas em diversas cidades se transformaram na voz dos palestinos e atingiram os corações e mentes dos justos que, hoje, se somam na condenação dos ataques sionistas e na defesa da Palestina Livre. Cumprimentamos nosso povo que esta lutando pelo fim de ocupação e pela sua liberdade, cumprimentamos a sua resistência e sua força de vontade em seu enfrentamento contra a máquina assassina do ocupante. Também cumprimentamos todas as forças políticas e sociais brasileiras que manifestaram  apoio e solidariedade com o povo palestino e exigiram o  fim dos ataques de Israel na Faixa de Gaza.
A Palestina Livre é uma construção coletiva! A solidariedade internacional  é o caminho da nossa liberdade! Somos todos palestinos!

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RIO DE JANEIRO NA SOLIDARIEDADE ATIVA:

ISRAEL MASSACRA OS PALESTINOS E FERE TODA A HUMANIDADE : CINELÂNDIA DIA 29/07 - TERÇA FEIRA

 No dia 24/07 , nos manifestamos em frente do Itamaraty, exigindo o rompimento diplomático, comercial e militar do nosso governo com Israel, agora dando continuidade ao calendário decidido na reunião do Comitê ampliada, vamos para rua mostrar e construir mais solidariedade do nosso povo com a luta e a resistência palestina.

Ajude a convocar o Ato de Solidariedade! Participe! 
A Palestina precisa do apoio ativo da solidariedade internacionalista!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

ISRAEL É O 5° MAIOR EXPORTADOR DE ARMAS PARA O BRASIL

 O comércio na área de "segurança" entre os dois países revela que, apesar das ofensas, o Brasil não é nenhum "anão"

 


A acusação de "irrelevância diplomática" do Brasil feita por Israel acabou ferindo o orgulho ufanista de alguns brasileiros.
Mas para além da retórica diplomática, é necessário observar os fatos. Como diria um grande professor, o direito - e aqui incluo a diplomacia - tem sua importância maior não pelo que diz, mas pelo que não diz.
Se a condenação feita ao massacre dos palestinos é um ponto positivo, talvez a falta de referência às intensas trocas comerciais entre os dois países deixe em suspenso a materialidade das relações. Para que se tenha aviões, bombas, drones, armas e munições, é preciso recursos. E nisso, o Brasil é cúmplice.
O comércio na área de "segurança" entre os dois países revela que, apesar das ofensas, o Brasil não é nenhum "anão".
O mercado não é somente intenso e movimenta bilhões de dólares, mas também é uma área que cresce cada vez mais - às custas do povo palestino e da população periférica, pobre e preta do Brasil.
Entre 1993 e 2013, o Brasil negociou com Israel ao menos 10 contratos de compra e venda de armamento e tecnologias militares, com o valor total de no mínimo US$285 milhões. Segundo a revista israelense Defense Update, tais contratos já passam de US$ 1 bilhão. Em 2010 - mesmo ano em que o país reconheceu o Estado Palestino nas fronteiras de 1967 - os países firmaram um acordo de cooperação bilateral na área de defesa, apontando para oportunidades que "possam valer bilhões de dólares" (http://tinyurl.com/prejtm2). Os produtos israelenses chegam com o selo de "testado em campo": ou seja, "testados" contra a população palestina.
Nesse período, também, o total em importações de Israel foi de ao menos US$ 187 milhões. O que torna Israel o 5o maior exportador de armas para o Brasil, atrás somente do Reino Unido, Alemanha, França e EUA. (http://www.sipri.org/)
A principal parceira comercial israelense na área de defesa no Brasil é a Elbit Systems, que, junto com a Embraer Defesa e Segurança, comandam sua filial local, a AEL Sistemas. A Elbit Systems é uma das principais fornecedoras de equipamentos militares para o exército israelense, auxiliou na construção do Muro do Apartheid e ajuda na construção dos assentamentos em terras palestinas. O intercâmbio com o Brasil tanto de tecnologia como de pessoal também é assegurado. Segundo a própria empresa “…destacamos a participação de engenheiros e programadores da empresa, no desenvolvimento de novos e sofisticados produtos e sistemas, nas instalações da Elbit Systems Ltd., em Israel, exercitando efetiva transferência de tecnologia. Ao retornarem ao Brasil, compõem, com os demais especialistas da empresa, o grupo de elite da eletrônica embarcada brasileira na AEL." A empresa está quadruplicando sua área construída, o que significa que os negócios estão prosperando. (http://tinyurl.com/lrct9y7)
Mas não só na área de "segurança internacional" a parceria entre os dois países é grande. Também na "segurança pública" o intercâmbio tanto de armas de pequeno porte como de expertise é alto. A venda de drones israelenses para a PF, o intercâmbio de métodos e técnicas policiais, e a venda de armas de pequeno porte são também outra face do mercado de segurança entre os países.
Entre 2007 e 2011, o Brasil aparece 3 vezes como um dos maiores exportadores de armas leves a Israel - um mercado que vem se expandindo cada vez mais. Contudo, vale constar que Israel não reporta a importação dessas armas para o banco de dados de trocas comerciais da ONU. O que leva a crer que a quantidade e a cifra que gira em torno desse comércio é muito maior. (http://www.smallarmssurvey.org/)
Se, de um lado, as declarações do MRE são positivas, para que se possa trazer resultados reais, as ações têm de ser concretas. Discursos cheios de significados são importantes, mas não asseguram a diminuição do sofrimento do povo palestino.
É preciso agir.